Subsídios para a História, Arqueologia e Etnografia dos Povos da Lunda. 19-II, [«Campanha etnográfica ao Tchihoco (Alto-Tchicapa)» - Vol. II]
José Redinha, Vol. II - 19, 1953, 222 pags.

Medidas mensuráveis do impacto do projeto nos países

A coberto deste Projeto muitos fundos documentais têm sido trazidos à luz do dia em Portugal. Algumas instituições, como a Universidade de Aveiro, a Biblioteca Nacional, ou o Instituto Superior de Agronomia, entre outras, possuíam os seus acervos tratados informaticamente e forneceram os registos bibliográficos em formato digital.

Outras, como, por exemplo, o Banco Nacional Ultramarino, o ex-Instituto da Cooperação Portuguesa, não dispunham de tal tratamento. Neste caso, as equipas de recolha do projeto têm andado a "descobrir" o que se encontra dentro de caixas ou em quilómetros de prateleiras, a escolher e a tratar o que realmente interessa para as "Memórias de África e do Oriente". Como benefício directo para as instituições, estas ficam como seu acervo informatizado e disponível / pesquisável na Internet.

Nos PALOP já tratados ou inventariados, a realidade não difere muito da realidade portuguesa, embora com algumas variações em função do país. Nos quatro países onde já foi feita recolha em acervos: Cabo Verde, Moçambique, Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe, a Memória de África deu formação sobre catalogação e indexação de registos bibliográficos e equipou, instalou e formou pessoas nas aplicações informáticas que permitem a recolha desses mesmos registos. Esta intervenção permitiu na maioria dos casos uma reestruturação e normalização da informação existente, facilitando a troca de registos entre instituições.

Em Moçambique, 1999, em colaboração com o Instituto Camões, foi equipada uma sala do Arquivo Histórico, em Maputo, com dezasseis computadores pessoais que foram ligados em rede. Antes desta acção não existia qualquer tratamento informático neste Arquivo, estando os registos existentes em papel.

Em Cabo Verde, 2000, a "Memória de África" ampliou o parque informático do Arquivo Histórico Nacional, que possuía já alguns acervos informatizados, mas feitos com aplicações não normalizadas.

Na Guiné-Bissau, 2002, o processo de recolha deu-se após a guerra civil de 1998-1999. A "Memória de África" equipou com computadores pessoais o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa, entidade depositária do maior espólio naquele país. Nesta instituição, devido à destruição do interior das suas instalações, provocada pela guerra, o processo foi iniciado do princípio, com a inventariação das existências.

Em 2006 foi tratado o Arquivo Histórico de S. Tomé e Príncipe, onde os registos existentes estavam em papel. À semelhança dos demais países, foi equipada uma sala com computadores e instalações de informática e dada formação idêntica à ministrada nos países acima mencionados. Durante a estadia foi feita digitalização de uma pequeníssima parte do acervo existente que está disponível para consulta na Biblioteca Digital.

Desde 2009 estão a ser tratados diversos arquivos e acervos em Goa. Foram entretanto identificadas inúmeras instituições, onde se iniciou a recolha de registos bibliográficos. Em finais de 2011 uma nova missão permitiu reforçar a formação.

Sustentabilidade

Nem todos os registos existentes nas instituições interessam às Memórias de África e do Oriente. Algumas instituições participantes, em especial as aquelas que dispunham de acervos significativos, utilizando o pessoal formado, o software e os computadores (quando aplicável) que o projecto deixou, continuaram por sua iniciativa o projecto, tendo tratado a generalidade dos seus acervos.

Várias dessas instituições - nomeadamente São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné-Bissau - continuaram a recorrer pontualmente a alguma assistência técnica da Universidade de Aveiro.

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